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Periodização

A periodização é um meio de planejamento e organização da preparação do treinamento (1), geralmente é definida como divisão dos períodos de treinamento, e tem como objetivo alcançar o máximo da performance em determinado período(1). Verkhoshanski e Siff (2009) afirmam que a periodização é um processo de treinamento sistemático a longo prazo que compõe macrociclos, mesociclos, microciclos (períodos específicos de duração distintas) (2).
O conceito de periodização e variação têm sido usados como sinônimos, sendo que representam dois construtos diferentes (3). A periodização é a manipulação programada de diversas variáveis chave do treinamento durante um ciclo de treinamento, como descanso, volume total de treinamento, séries por treino, repetições por série, intensidade do treino e frequência de treino (4). A maioria dos estudos são com desenhos experimentais a curto prazo, não avaliando o processo todo da periodização (3,5,14,15,6–13).

Comparando treinamento periodizado e não periodizado

Apesar da prevalência da periodização na comunidade atlética por décadas, alguns estudos têm atualmente comparado a efetividade do treinamento periodizado sobre o não periodizado (16). Porém os programas que são apresentados, não tem uma estrutura bem definidada, apenas variações dentro de um período, e o que é considerado não-periodizado está relacionado com não-variado. Hoje a terminologia de periodização é usada indiscriminadamente para descrever qualquer forma de treinamento, mesmo sem estrutura (17), o que pode ser observado em treinamentos “estruturados” apenas com variação de uma ou duas variáveis (18).
Sendo assim não deixe ninguém te enganar! Essa foi a primeira postagem sobre o tema, ainda abordaremos modelos de periodização, efetividade da periodização, periodização para esportes coletivos entre outros, lançaremos ainda em breve um modelo de periodização/treinamento feito por nós, desta maneira, fique de olho e não perca nada sobre esse entre outros assuntos.

Fontes

1. Gomes AC. Treinamento Desportivo. 2nd ed. Porto Alegre: Artmed; 2009. 276 p.
2. Verkhoshansky YV, Siff MC. Supertraining [Internet]. 6th ed. Verkhoshansky; 2009 [cited 2017 Jul 22]. 590 p. Available from: https://books.google.com.br/books/about/Supertraining.html?id=vBfnQwAACAAJ&redir_esc=y
3. Afonso J, Sousa P, Mesquita I. Is Empirical Research on Periodization Trustworthy ? A Comprehensive Review of Conceptual and Methodological Issues. J Sport Sci Med. 2017;16(March):27–34.
4. MAnn JBR, THyfault JOHNP, IVey PATA, SAyers STP. THE EFFECT OF AUTOREGULATORY PROGRESSIVE RESISTANCE EXERCISE VS. LINEAR PERIODIZATION ON STRENGTH IMPROVEMENT IN COLLEGE ATHLETES. J Strenght Cond Res. 2010;24(7):1718–23.
5. Bartolomei S, Hoffman JR, Merni F, Stout JR. A Comparison of Traditional and Block Periodized Strength Training Programs in Trained Athletes. J Strength Cond Res [Internet]. 2014;28(4):990–7. Available from: http://content.wkhealth.com/linkback/openurl?sid=WKPTLP:landingpage&an=00124278-201404000-00017
6. Chaouachi A, HAMMAMI R, KAABI S, CHAMARI K, DRINKWATER EJ., Behm DG. OLYMPIC WEIGHTLIFTING AND PLYOMETRIC TRAINING WITH CHILDREN PROVIDES SIMILAR OR GREATER PERFORMANCE IMPROVEMENTS THAN TRADITIONAL RESISTANCE TRAINING. 2014;28(6).
7. Cronin J, McNair PJ, Marshall RN. Velocity specificity, combination training and sport specific tasks. J Sci Med Sport. 2001;4(2):168–78.
8. Hartmann H, Wirth K, Keiner M, Mickel C, Sander A, Szilvas E. Short-term Periodization Models : Effects on Strength and Speed-strength Performance. Sport Med. Springer International Publishing; 2015;
9. Kazem K, Reza HM, Mohsen D, Alireza HK. The effect of undulating periodized plyometric training on power, sprint, and agility performance. Gazz Medica Ital Arch per le Sci Mediche. 2016;175(12):499–507.
10. Loturco I, Nakamura FY, Kobal R, Gil S, Pivetti B, Pereira LA, et al. Traditional Periodization versus Optimum Training Load Applied to Soccer Players: Effects on Neuromuscular Abilities. Int J Sports Med. 2016;37(13):1051–9.
11. Newton RW, Rogers RA, Volek JS, Häkkinen K, Kraemer WJ. Four Weeks of Optimal Load Ballistic Resistance Training At the End of Season Attenuates Declining Jump Performance of Women Volleyball Players. J Strength Cond Res (Allen Press Publ Serv Inc). 2006;20(4):955–61.
12. Souza EO, Ugrinowitsch C, Tricoli V, Roschel H, Lowery RP, Aihara AY, et al. Early adaptations to six weeks of non-periodized and periodized strength training regimens in recreational males. J Sport Sci Med. 2014;13(3):604–9.
13. Ullrich B, Holzinger S, Soleimani M, Pelzer T, Stening J, Pfeiffer M. Neuromuscular responses to 14 weeks of traditional and daily undulating resistance training. Int J Sports Med. 2015;36(7):554–62.
14. Ullrich B, Pelzer T, Oliveira S, Pfeiffer M. Neuromuscular responses to short-term resistance training with traditional and daily undulating periodization in adolescent elite judoka. J Strength Cond Res. 2016;30(8):2083–99.
15. Voelzke M, Stutzig N, Thorhauer HA, Granacher U. Promoting lower extremity strength in elite volleyball players: Effects of two combined training methods. J Sci Med Sport. Sports Medicine Australia; 2012;15(5):457–62.
16. Rhea MR, Alderman BL. A meta-analysis of periodized versus nonperiodized strength and power training programs. Res Q Exerc Sport. 2004;75(4):413–22.
17. Kiely J. Periodization paradigms in the 21st century : Periodization Paradigms in the 21st Century : Int J Sports Physiol Perform. 2012;7(SEPTEMBER 2012):242–50.
18. Afonso J, Nikolaidis PT, Mesquita I. A Systematic Review on Periodized Approaches to Teaching and Training : No Evidence Supporting Periodization Full Issue PDF , Volume 87 , Supplement 1. Res Q Exerc Sport. 2016;87(November):9–11.
Danilo Arruda

Danilo Arruda

Profissional da Educação Física formado pela PUC-PR. Especialista em Treinamento Desportivo pela UNIP/CEFIT e Mestrando em Kinesiology and Exercise Science - Aprendizagem e Controle Motor pela Universidade do Wyoming (EUA), onde também atua como Assistente de Ensino para alunos da graduação. Técnico de voleibol desde 2010 habilitado pela Confederação Brasileira de Voleibol - Nível 3. Tem como principal área de interesse a Aprendizagem e Controle Motor, desvendando os meios e métodos mais eficientes para a performance e ensino do esporte/movimento.

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